Faço um mar pra navegar...

Voltando a minha vida de pedestre, hoje, indo pra faculdade DE ONIBUS, atravessei a Av. Brig. Luis Antonio e percebi uma coisa q não havia percebido nunca: um edifício em forma de barco. Não sei ao certo se era mesmo um barco, mas pra mim era.. ou melhor é. As janelas eram redondas como um visor de submarino, coberto por vidros espelhados, lindo!

Comecei a imaginar vários ângulos pra uma foto, pensei em descer do “coletivo” pra admirar tal feito, mas tinha prova (a ultima, graças a DEUS)  e não poderia perder o pouco tempo q me restava. Me senti tão feliz naquele momento, era meu momento, enquanto umas 40 pessoas se preocupavam com horários e lugares pra se sentar ou pra arrumar uma posição de se equilibrar em meio ao suor e o calor dentro daquela condução, eu – paradinha de pe em frente a janela – imaginava como deveria ser aquilo por dentro, imaginava o porque das pessoas não repararem em tal escultura curiosa, chamativa (ca entre nós, o tal do edifício-barco ocupava um quarteirão inteiro).

Comecei a filosofar, frases se criavam na minha mente fértil, a poesia flutuava com brisa que batia no meu rosto, foi um momento de tanta paz que me fez sentir a pureza do mundo, ainda que quase nula, num simples trajeto rotineiro pra muitos.

E mais um dia se foi, mas não foi um dia comum, foi o dia que eu conheci meu mais novo amigo: edifício-barco.

São Paulo me surpreende a cada dia.
Tomei essa hoje!
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo
necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos
viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o
nome que damos o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se
acabaram.
 
Foi despedido do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem
explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso
aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as
razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua
vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste
imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus
filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo
adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando
tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não
podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem
culpados ou rancorosos com os pais, amantes que
revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor
intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor a fazermos é deixar que elas
realmente possam ir embora.  Por isso é tão importante (por mais doloroso que
seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está
acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa
também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar.
Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos,
e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu
esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua
televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa
, que mostra
como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando-o, e
nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são
aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões
que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo
que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia
viver sem aquilo, sem aquela pessoa, nada é insubstituível, um hábito não é uma
necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba,
mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a
porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.



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Meu nome? Amanda Brasil.
Quer saber mais? Pergunte!

amandagbrasil@hotmail.com

Meu lema é: Cada um com seu
cada qual!

Tô lendo agora: O Deus das pequenas coisas.

Meu status: chateada

Ouvindo: Lições de Francês.











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BRASIL , Sudeste , Mulher

 
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