Um dia, quando eu era bem novinha (devia ter uns 3 anos de idade) e meu pai ainda era vivo, ele costumava a brincar comigo.. e em uma dessas brincadeiras ele me disse assim:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
E eu aceitei na hora, é claro! Quando somos criança, tudo é alegria.
Então ele me disse assim:
- Ah, vou embora, pra sempre...
Falou isso brincando, pra se esconder. Acho que ele queria ver minha reação.
E saiu pela porta da sala. Na época eu morava em uma casa no Rio de Janeiro.
Quando ele saiu por aquela porta, meu coração ficou tão apertado que eu entrei em desespero e comecei a chorar e chamar por ele:
- Pai! Pai! Não me abandona! Eu te amo! Não me deixa!
Mas ele não me respondia.
Eu saí desesperada atrás dele, não podia deixar o meu herói ir embora sem mim. Não admitia perder ele.
Foi quando eu passei pela mesma porta que ele tinha saído, estava aos prantos, e ao sair, me deparei com ele rindo, olhando pra mim e dizendo que era tudo brincadeira, que ele nunca iria me abandonar...
Eu abracei ele com tanta força que não queria mais soltar.
Ele me sorria, lindo.
E continuamos a brincar...
Pois é, o tempo passou e pouco depois ele morreu.. e eu o perdi para sempre.
Tive que aprender a lidar com a perda desde cedo.
Me arrependo de não ter demonstrado o amor que tinha por ele o suficiente.. hoje já não posso mais fazer isso.
É por isso que eu digo a quem estiver lendo isso: não tenha medo de amar, e se você ama de verdade, mostra isso, mesmo que você ache que não vale a pena. Um dia pode ser tarde demais.
Ando em um momento de inspiração, mas também em profunda preguiça de materializar minhas idéias.
De conversas e filosofias, a minha cabeça está bombando, mas não consigo ordenar isso. To pensando em aderir o que ta na moda: Retiro espiritual, ou até uma reclusão interna de pensamentos.
Saudades de coisas que não aconteceram ou existiram, carência do que tenho em abundância, várias contradições esdrúxulas que me tirou o sono.
Enquanto tento verborragizar minhas idéias, deixo um texto que recebi por e-mail de um amigo (Ângelo):
Se Tom Jobim usasse o Windows
É pau
É vírus
É o fim do programa
É um erro fatal
O começo do drama.
É o turbo Pascal
Diz que falta um login
Não me mostra onde é
E já trava no fim.
É dois, é três, é um 486
É comando ilegal
Essa merda bloqueia
É um erro e trava
É um disco mordido
HD estragado
Ai meu Deus tô falido
São as barras de espaço
Exibindo um borrão
É a promessa de vídeo
Escondendo um trojan
É o computador
Me fazendo de otário
Não compila o programa
Salva só comentário.
É ping, é pong
O meu micro me chuta
O scan não retira
Vírus filho da p...
O Windows não entra
Nem volta pro DOS
Não funciona o reset
Me detona a voz
É abort, é retray
Disco mal formatado
PCTools não resolve
Norton trava o teclado
É impressora sem tinta
Engolindo o papel
Meu trabalho de dias
Foi cuspido pro céu